Subnutrição na África
A subnutrição facilita a contração de várias doenças hemorragia gastrointestinal, dor de cabeça, visão dupla, raquitismo, osteoporose, escorbutos, edemas, aumentos da glândula tireóide, doenças coronárias e outras.
Entre 1990 e 2002, o número de pessoas que sofrem de desnutrição aumentou em 34 milhões na África subsaariana
Na África a taxa de crianças desnutridas entre os menores de cinco anos pouco variou, mas continua a manter valores muito elevados, em torno dos 32 por cento.
A maioria das crianças desnutridas da Etiópia não morre por causa disso — elas simplesmente se transformam em adultos defeituosos.
A falta de nutrientes essenciais para o desenvolvimento faz com que os adultos tornem-se intelectualmente limitados, com um QI de apenas 15 pontos, incapazes de ler ou até mesmo de se concentrar, e propensos a abandonar cedo a escola.
Atualmente, as crianças dormem nas aulas, chegam constantemente atrasadas, não absorvem o ensino e têm um raciocínio lento.
AIDS na África
A AIDS é uma doença contagiosa que pode ser adquirida através de relações sexuais sem uso de preservativos, transfusão de sangue, drogas injetáveis com agulhas usadas. Ainda sem cura, atinge milhões de pessoas na África Subsaariana, o problema é tão grave que de cada cinco mortos um é de decorrência da AIDS.
A AIDS é vista atualmente como uma ameaça ao continente africano, é uma tragédia sem previsões que assola grande parte dos países, pois diminui suas taxas de natalidade.
Desde que os primeiros casos da síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) foram detectados, em 1981, a África é o continente que mais sofre com a doença, especialmente a região subsaariana, segundo o último relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas contra a Aids (Unaids) em maio de 2006.
De cada três infectados pela AIDS no planeta, dois vivem na África.
Embora os dados sobre a incidência do vírus estejam sofrendo uma "desaceleração", segundo o relatório, as proporções epidêmicas ainda são graves na África subsaariana. As taxas de infecção per capita de alguns países da região continuam subindo. Com pouco mais de 10% da população mundial, a África subsaariana abriga cerca de 24,5 milhões de infectados, quase dois terços dos portadores de HIV em todo o mundo. Cerca de três quartos dos 25 milhões de pessoas que morreram em decorrência do HIV desde o início da epidemia, nos anos 80, eram do continente africano.
Nos países Zâmbia e África do Sul, cerca de 20% de toda população adulta e jovem encontra-se contaminada com a doença, em Botsuana cerca de 39% da população entre 15 e 49 anos estão com a doença e em Lesoto e Zimbábue o percentual é de 20%, esses números são dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).
O governo do Quênia, diante do flagelo provocado pela doença, sugeriu de forma ingênua que a população deixasse de fazer sexo por um período de dois anos. Segundo o governo esse tempo serviria para diminuir a expansão do vírus, já que entre a população de 30 milhões de habitantes três milhões estão infectados.
O índice de pessoas contaminadas está crescendo, em 2001 aproximadamente 5,3 milhões pessoas contraíram a doença dos quais, segundo a OMS, menos de 1% realizaram o tratamento, o restante provavelmente morre sem saber sequer que tinha a doença.
Por causa da devastação causada pela doença, nos próximos cinco anos a expectativa de vida no continente deve retroceder aos níveis dos anos 60, caindo de 59 para 45 anos em média.
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